Peer-to-Peer (P2P)

Do inglês peer-to-peer (de par para par), refere-se às redes de compartilhamento de arquivos, associadas à diversão por seus usuários e a cataclismas econônicos por seus críticos.

Filosoficamente, o princípio que rege as redes de troca de arquivos ponto a ponto é o mesmo da internet. Uma rede em que os pontos podem ser servidores e clientes. Sem distinção hierárquica.

NEUROMOB

Em meados de 2003, pensando sobre o tema, escrevi isso:

Neuromob - Substantivo masculino. Neologismo que denomina a versão analógica da troca de arquivos intermediada pela rede de computadores. Ou simplesmente um P2P olho no olho.

Isso deve acontecer de modo simples. Basta um ajuntamento de pessoas e alguma disposição de aplicar princípios bacanas como a “generosidade intelectual”. Se não vejamos, vá à festa e leve um livro. Chegando lá, fique à vontade e troque esse livro com alguém. Generosidade sim. Mas, como diria o finado Sabotage: ‘Tem que ter pra trocar’.

Tratava-se de um convite para uma festa feita por esses caras que continuam um trabalho parecido, em SP.

VIDA DIGITAL

Redes P2P são o melhor exemplo dos efeitos da tal Vida Digital do Negroponte. À medida em que a largura de banda deixar de ser um problema, fica mais fácil obter os conteúdos de seu interesse em formato digital. E se o P2P for amigável, a troca vai ser simples.

ECONOMIA

A indústria musical decidiu ignorar o avanço das redes P2P e criminalizar os usuários/fãs. A iTunes Music Store, qualificada por muitos como a melhor resposta até aqui, foi criada pela Apple - não o selo dos Beatles - mas a fabricante de iPods.

O sucesso da iTMS veio quando já era tarde para a indústria fonográfica. E a lógica da Apple foi simples, tornar a compra de música mais fácil do que a aquisição nas redes P2P. E o preço de U$ 0,99 por cada faixa, menos do que o de um refrigerante, tornou a compra justificável por parte do americano médio.

OLHO NO OLHO

A falta de uma lógica meritocrática é minha maior crítica às redes P2P, por facilitar a existência de leechers e não criar uma comunidade. Regras simples como as do soulseek (presentes em qualquer rede social) criam um ambiente que emula o olho no olho, o contato humano.

Em 2005, procurando o disco Babylon By Gus do Black Alien, conheci um usuário do soulseek que olhou minha discoteca, autorizou meu download e comentou que fazia música. Foi assim que eu conheci o duo 2ladujazz.